Corresponde a um aumento da pressão arterial acima dos níveis fisiológicos médios pré-determinados como normais na população em geral. Essa pressão é determinada por uma série de fatores como o volume de sangue circulante no organismo, pela freqüência cardíaca, pelo quanto de sangue é bombeado pelo coração a cada instante e também por quanto de resistência que os vasos sanguíneos oferecem à passagem deste sangue.
Existem diversos mecanismos que regulam, momento a momento, a manutenção da pressão arterial sem grandes variações para que possa ser irrigado adequadamente todas as partes do corpo, esses mecanismos são redundantes e interagem principalmente com o bombeamento cardíaco e a resistência oferecida pelos vasos sanguíneos.
A principal causa de hipertensão em nível de patogênese (a origem da hipertensão) é por diminuição do diâmetro interno de pequenas artérias chamadas de arteríolas. Isso pode ocorrer por dois mecanismos: por estímulos fisiológicos do organismo que promovem a contração dos músculos que participam da composição da sua parede ou por alterações da parede que resultam em diminuição interna da luz do vaso.
Referência Bibliográfica:
IRIGOYEN, Maria Cláudia. et al. Fisiopatologia da Hipertensão Arterial. In: SOCESP. Tratado de Cardiologia, 1. ed. Barueri, SP, 2005.
SCHOEN, J. Frederick, MD, PhD. Os vasos Sanguíneos. In: KUMAR, Vinay, MBBS, MD. ABBAS, K. Abul, MBBS. FAUSTO, Nelson, MD. Patologia Robbins & Cotran: Bases patológicas das doenças. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, Doença Vascular Hipertensiva, il. 3ª reimpressão.