Ecocardiografia Doppler

 

É um método de exame de grande versatilidade, que tem ganhado espaço em relação a outros métodos de diagnóstico, também não-invasivos. Tem se destacado na avaliação cardiológica e no apoio diagnóstico, fornece elementos singulares que norteiam o clínico quanto à orientação terapêutica e mensuração do prognóstico (resposta ao tratamento). Apresenta inúmeras vantagens quando comparado com exames convencionais dentre estas: não emitem radiações ionizantes e por serem portáteis possibilita o uso à beira de leitos em UTI, berçário e centro cirúrgico.
O princípio do aparelho se baseia na emissão de ondas acústicas de alta freqüência assim como no ultra-som, estas ondas são emitidas por um transdutor, quando estas encontram os diferentes tecidos corporais que tem densidades peculiares em cada camada dos órgãos, chamadas de janelas acústicas, são parcialmente refletidas de volta ao transdutor, que envias as informações para serem processadas por um computador que forma as imagens.
Inicialmente começou a ser usado, em modo-M, eco unidimensional. Desde então muitas ferramentas foram incorporadas ao aparelho, o que possibilita hoje a realização de uma série de exames, como o ETT (Exame Transtorácico Completo) que inclui as imagens uni e bidimensionais, assim como Doppler espectral, mapeamento de fluxo em cores e Doppler tecidual. O ETE (Eco transesofágico) tem utilização intra-operatória em cirurgias cardíacas e extra-cardíacas, e também em monitoração de procedimentos na sala de hemodinâmica.
 
 
Referência Bibliográfica:
FILHO, Campos Orlando, GIL, Adan Manuel, TATANI, Bernardes, Solange. Ecocardiografia Doppler. In: SOCESP. Tratado de Cardiologia, 1. ed. Barueri, SP, 2005.